Quem não vota, não conta!
Rádio Contacto a ligação perfeita - O Canal Comunidades associa-se a uma grande iniciativa à escala mundial a lançar pela APE - Associação dos Portugueses no Estrangeiro: o recenseamento eleitoral de muitos milhares de portugueses residentes no estrangeiro que têm sido sistemáticamente esquecidos pelos sucessivos governos. Para isso vamos contar com uma vasta rede de delegados, cuja lista irá ser anunciada no site do Canal Comunidades e ao longo das várias emissões da Rádio Contacto.
Esteja atento às nossas notícias e, se desejar fazer parte da nossa equipa, contacte-nos através do email www.canalcomunidades@live.com
Uma acção Cívica das Comunidades Portuguesas
A Convenção Cívica de Recenseamento dos Portugueses Residentes no Estrangeiro tem por objectivo lançar uma Campanha Nacional de Inscrição nos Consulados portugueses, cujo objectivo primeiro é possibilidade de acesso aos seus direitos políticos de participação plena nos actos eleitorais: eleições legislativas e presidenciais (em Portugal) e eleições europeias.
Estes direitos políticos, aspiração antiga dos portugueses residentes no estrangeiro, foi conquistado a partir de 2001, com o direito de voto nas eleições para o Presidente da República portuguesa (após revisão da Constituição).
Agora que os portugueses têm a possibilidade de exercer os seus direitos de cidadania, torna-se urgente informar e sensibilizar as comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo para a importância da sua inscrição no recenseamento eleitoral (consulados), sem a qual esse direito não pode ser exercido.
O direito de voto e o seu exercício, não são toda a cidadania, mas, sem estes, a cidadania não existe.
A nossa história, recente e passada, prova-nos que os cidadãos privados dos seus direitos políticos, não contam para os partidos, nem contam para influenciar os destinos de um país.
Esta realidade tem por consequência o adiar da resolução dos problemas da emigração portuguesa e o esquecimento, por parte dos políticos, da sua própria existência e da sua importância económica e social, nos paises de residência e nos pais de origem.
A importância dos portugueses, malgrado o seu número e o seu papel influente na economia, nunca será verdadeiramente reconhecida pelos países de acolhimento, se esse número não se traduzir em importância eleitoral e em número de votos.
A situação é exactamente igual em relação a Portugal, onde a importância da emigração é fundamental: pelas divisas que envia, pelo seu papel no turismo e pela promoção comercial dos produtos portugueses no estrangeiro.
Esta situação de desfasamento, entre a importância económica e social dos portugueses e a sua falta de peso político, está na origem da sua falta de visibilidade e do seu fraco reconhecimento por parte do governo português.
A Convenção Cívica de Recenseamento dos Portugueses Residentes no Estrangeiro é criada para agir a nível mundial, mobilizando forças e vontades, no sentido de inverter os números actuais do recenseamento, dando voz e força às comunidades portuguesas, fazendo-as aceder à plena cidadania que está hoje ao seu alcance.
Este esforço conjunto terá de ser acompanhado e apoiado pelas autoridades locais e, principalmente, pela portuguesa às quais serão solicitadas as ajudas necessárias à prossecução dos objectivos apontados.
Desde já apelamos a todos os cidadãos e cidadãs portugueses, às associações, aos órgãos de comunicação social, escrita e falada, aos trabalhadores e aos empresários, aos intelectuais e artistas portugueses e das outras nações implicadas, para que juntem os seus esforços aos nossos. Só dessa forma, no quadro de um processo dinâmico e unitário, conseguiremos transformar o peso do número dos portugueses na sua importância e peso políticos.
A Convenção Cívica de Recenseamento dos Portugueses Residentes no Estrangeiro concretiza, nesta acção, um dos projectos que o saudoso Prof. José Augusto Seabra, em colaboração com a FAPF, pretendia lançar, primeiro em França, depois na Europa e no resto do mundo onde residem e trabalham muitas centenas de milhar de portugueses.
Essa é também a nossa intenção, apelando, para tal, às comunidades portuguesas, residentes em todo o Mundo, para participarem, incentivarem e divulgarem esta iniciativa de grande alcance cívico.